Não sou “menor” que ninguém.
Sou criança, garoto, guri, menino...
Às vezes, nu, com fome, sim.
Mas isso é pobreza, não perdição.
Pobreza que dói na barriga, machuca a alma,
mas não tira o sonho, a vontade de transformação.

Pobreza “urbana”, feita de restos, de pés descalços,
mas não de resignação.

Pobreza “rural”, feita de espera e dignidade,
de simplicidade e determinação.

Pobreza de alma. Não a minha,
A dos “maiores” - estes, sim, “menores”,

pela insensibilidade, pelo preconceito,
pela incapacidade de mudar minha condição. . .
 
( Texto extraído do Jornal A TARDE)

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