É preciso
Yêda Schmaltz
De autoridade e regras tu dispões,
assim, te peço e rogo em mil canções:
é preciso acabar com os pistolões.
Enquanto alguns, na mesa, estão corcundas,
os outros só se mexem por segundos:
é preciso acabar com os vagabundos.
Trago a cabeça e o coração aos cacos,
mas eu te peço nestes versos parcos:
é preciso acabar com os puxasacos.
Quem bate o ponto e, lesto, vai embora,
por quem te peço agora, ó Senhora:
é preciso acabar com quem faz hora.
Aqueles que, dos cargos, são vaidosos,
com eles dormem, sonham como esposos:
é preciso acabar com os preguiçosos.
Uns, dançam no concurso, a tarantela,
enquanto outros, pulam a janela:
é preciso acabar com a parentela.
Esses, não trabalham o dia inteiro,
mas trocam pedras sobre o tabuleiro:
são os que ganham sempre mais dinheiro.
Completando:
É preciso acabar
com o que, a nós trabalhadores faz mal:
É preciso acabar
com a pouca vergonha na política Nacional!!!
Poema publicado no livro Secreta Ária.