Que fascínio que é namorar!
Andar abraçadinhos a passear,
beijar a boca, se acariciar,
agradar, só por agradar.
O namoro é a maga fase da puberdade
da relação, é quando palmilhamos a
nossa mais intima e intrínseca descoberta.
É o sentimento do firmamento,
a formação da convicção
de que somos um par, ou não.
Em verdade, a corte é o templo da contemplação.
É o coração de porta aberta,
como semideus da adoração,enfim,
é a prefação da paixão.
O namoro é ainda,
a câmara que ensaia o romantismo,
que nos checa o proceder,
que nos revela um ao outro,
que mostra como vamos ser.
Como vamos nos portar e importar
com aquela a quem vamos amar.
O ideal seria noivar sem perder o cativar,
e casar sem perder o entusiasmar.
O namoro não devia, jamais terminar:
O noivar seria o namoro maduro,
As bodas de prata e as de ouro, seriam apenas,
aniversários do namorar!